segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Motor brushless inrunner vs outrunner – comparativo – parte 3

Continuando o artigo Motor brushless inrunner vs outrunner – comparativo – partes 1 e 2, este é o terceiro e último post da série sobre as diferenças entre os motores brushless inrunner e outrunner.
Nesta parte apresentamos as características e diferenças relativas a hélice, dimensões, manutenção e algo mais.



6)    Hélice
Outrunner: geralmente deve-se utilizar a hélice sugerida pelo fabricante, pode ocorrer variação decorrente do tipo de bateria utilizada, mas as possibilidades de variação são pequenas. A hélice é fixada diretamente no eixo do motor, sistema chamado de DD (Direct Drive).
Inrunner: por meio da escolha de uma redução pode-se variar mais o tamanho das hélices utilizadas e também obter variação de acordo com a bateria. As hélices são fixadas no eixo da caixa de redução.

7)    Tamanho / Peso
Outrunner: são menores e mais leves, permitindo sua utilização em aeromodelos de menor porte e instalação com maior facilidade.
Inrunner: originalmente maiores e mais pesados, com a instalação da caixa de redução essa diferença é acentuada, limitando o local de instalação e exigindo mais trabalho para isso.

8)    Ruído
Outrunner: são muito mais silenciosos e o som produzido é mais agradável.
Inrunner: mais barulhentos, até por conta da caixa de redução e o movimento das várias engrenagens, para mim o som é irritante.

9)    Eficiência
Outrunner: menos eficiente.
Inrunner: mais eficiente.
A eficiência é a capacidade de transformar a energia recebida da bateria / esc em movimentos mecânicos do eixo/hélice. O que sobra é eliminado na forma de calor.
Quanto mais rápido o motor gira, mais eficiente ele é, portanto os inrunner que tem maior RPM são mais eficientes, mas eu não consideraria isso como fator relevante para decidir entre os dois, como estamos vendo existem muitos outros aspectos que podem e devem influenciar na decisão.

10)    Tempo de resposta
Outrunner: menor.
Inrunner: maior.
Este é um aspecto muito sutil a ser observado principalmente para a prática de vôos esportivos e 3D. Pelas características de construção o outrunner responde melhor e mais rápido às constantes variações de potência comandadas no stick da esquerda. A gestão de aceleração constante é uma deficiência usando caixa de redução, a não ser que a caixa seja de excelente qualidade.

11)    Manutenção
Outrunner: mais simples e barata.
Inrunner: mais trabalhosa e cara.
Isso é evidente, o inrunner com redução tem mais peças / componentes, portanto maior possibilidade de defeitos e avarias, maior quantidade de intervenções para regulagens, custo maior e execução mais complexa.
Outra coisa interessante é o grau de avarias no caso de queda, no inrunner a caixa de redução protege um pouco o motor, portanto possibilidade de danos ao motor é menor em caso de queda. Agora, o que é pior, você precisar consertar ou comprar um motor ou uma caixa de redução? Em qualquer da situações haverá um custo.
No outrunner tudo é mais simples, desde a instalação até a manutenção, menos possibilidades de algo dar errado. Guardadas as devidas proporções pode-se dizer que o outrunner é uma espécie de plug-and-play.

Chegamos ao final de nosso artigo, e esperamos ter mostrado que a decisão de escolher entre um motor inrunner e outro outrunner não é uma simples questão de gosto ou preferência gratuita, ela depende de uma avaliação que passa pela necessidade do projeto e pela ponderação dos aspectos técnicos que cada opção apresenta.
O que foi dito são as características básicas dos dois tipos de construção de motores brushless.
Há outrunners de kv mais elevado no mercado. Alguns que podem lidar com surpreendentes quantidades de energia para o seu peso.
Por outro lado, uma caixa de redução de primeira qualidade com a relação perfeita e uma sintonia fina bem executada pode fazer um inrunner ter uma eficiência próxima ao ideal, produzindo mais resultado mecânico com muito menos energia que um outrunner.
Reitero que a escolha do motor também depende da bateria utilizada, do tipo de modelo, do tipo de desempenho esperado em vôo, do compartimento do motor, etc., alguns preferem os outrunners pela facilidade de uso, outros preferem inrunners para ter maior controle sobre o desempenho do seu aeromodelo. Eu uso os dois, dependendo da situação.
Até mais.
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Se quiser consultar por curiosidade, a seguir uma relação de atalhos para os produtos mostrados nas imagens deste artigo, é só clicar em cima.

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